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Configurando o ISC-DHCP-SERVER

Este é o quarto artigo de uma série de textos que objetiva a configuração de um servidor linux, através do uso de máquinas virtuais, até então, temos funcionando um servidor debian em modo texto que no artigo anterior se tornou um servidor de internet, contudo a nossa máquina cliente ainda opera com IP estático, supondo que o leitor já tenha configurado o ambiente de rede conforme descrito no segundo artigo, daremos início a configuração do servidor DHCP que será implementado através do programa isc-dhcp-server.

Tipos de servidores DHCP

Existem 3 critérios de distribuição de IP’s utilizados pelo DHCP, são estes:

Atribuição manual: Associação entre endereço MAC e endereço IP.
Atribuição automática: O cliente obtém um endereço dentro de um espaço de endereços possíveis, não há vinculação através do MAC
Atribuição dinâmica: O cliente utilizará um endereço IP dentro de um universo possível, esse endereço irá expirar depois de um tempo, caso a máquina seja desligada o endereço ficará livre para outro usuário.

Configurando o ISC-DHCP-SERVER

O serviço do DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) serve para prover o fornecimento de IP’s de maneira automática a estações cliente dentro de uma rede, é um serviço de grande utilidade, e agiliza consideravelmente a configuração dos endereços IP’s.
A atribuição manual (estática) é trabalhosa, toma tempo, e usuários iniciantes têm dificuldade neste tipo de configuração. Em pequenas, média ou grandes organizações é muito raro haver um modelo diferente do DHCP, a utilização de endereços estáticos é comum apenas quando se trata do uso em servidores de rede, que precisam ter um IP fixo pois eles possuem regras muito específicas e normalmente o servidor é um sistema central de distribuição de diversos serviços. Uma outra maneira de manter o endereço do servidor fixo é configurá-lo com dhcp manual que é o que veremos mais a frente
O DHCP é um protocolo, sabemos que um protocolo de rede define um padrão de comunicação, estabelecendo regras sob as quais os serviços deverão operar, no caso em questão nos referimos ao serviço de atribuição de endereços IP’s de forma automática, neste artigo utilizaremos como implementação do servidor DHCP o isc-dhcp-server, e o S.O será o debian wheezy 7.6. O Isc-dhcp-server foi desenvolvido pela Internet Consortium, não possui fins lucrativos e se mantém através de suporte profissional à empresas, consultoria, programas de treinamento e certificação voltados a administradores de sistemas.

Configurando o Servidor de DHCP Dinâmico

Logicamente que a instalação do serviço se dará no nosso servidor (máquina virtual debian-server), para realizar o seu download e instalação, faça:

apt-get install isc-dhcp-server

Agora que o serviço está instalado precisamos modificar o arquivo de configuração, o arquivo original possui mais de 100 linhas e pode ser acessado no seguinte endereço: /etc/dhcp/dhcpd.conf
O arquivo está todo em inglês, além das configurações necessárias para o serviço funcionar o arquivo trás também uma espécie de manual através dos comentários constantes no corpo do arquivo, acho importante a leitura dos comentários, mas o texto é muito extenso e às vezes ficamos perdidos em meio a tantos comentários e não conseguimos localizar com facilidade as configurações, então recomendo que seja criado uma cópia do arquivo com um nome diferente, por exemplo: backup-dhcpd.conf e a partir do zero criamos um novo dhcpd.conf

mv dhcpd.conf backup-dhcpd.conf
pico /etc/dhcp/dhcpd.conf

o meu arquivo dhcpd.conf ficou da seguinte forma:

authoritative;
default-lease-time 600;
max-lease-time 7200;
option subnet-mask 255.255.255.0;
option broadcast-address 192.168.3.255;
option routers 192.168.3.10;
subnet 192.168.1.0 netmask 255.255.255.0 {
range 192.168.3.20 192.168.3.30;
}

este arquivo deve ser adaptado conforme o seu endereçamento IP, caso esteja fazendo exatamente igual aos tutoriais você pode usar o mesmo endereçamento que utilizei sem problemas.

A primeira linha: authoritative, torna o servidor dhcp em questão, o servidor principal, ajudando na resolução de possíveis conflitos entre servidores DHCP.

a segunda linha indica o tempo padrão (em segundos) que o servidor irá aguardar para checar se a máquina cliente está utilizando o endereço IP fornecido, caso não esteja, o endereço fica livre, podendo ser utilizado por outro computador. Lembrando que lease significa empréstimo

A terceira linha indica o período máximo que um IP ficará ligado a uma estação qualquer, esse recurso é muito utilizado em grandes redes que possuem muitos computadores disputando endereços IP’s.

A quarta linha: option subnet-mask, indica o mascaramento de rede, indicando assim, quantos hosts possíveis temos dentro da rede, neste caso, inicialmente, há 256 endereços possíveis, contudo sabemos que o endereço 192.168.3.0 representa a rede e o endereço 192.168.3.255 representa o broadcast, portanto contamos com 254 IP’s possíveis.

A quinta linha indica o endereço de broadcast, o broadcast é um recurso que envia uma mensagem para todas as máquinas dentro da rede com o intuito de buscar um servidor dhcp por exemplo.

A sexta linha indica o roteador/gateway responsável pela conexão com a internet dentro da rede, o gateway poderá ser um modem ADSL, poderá ser um computador, no nosso caso o gateway é o próprio servidor, a máquina com IP 192.168.3.10

A sétima linha especifica o endereço da rede e seu respectivo mascaramento, e por último a linha oito especifica o range do DHCP, o range é a faixa de IP’s disponíveis para uso, que no caso conta com 11 endereços podendo variar de 192.168.3.20 a 192.168.3.30.

Realizando os testes de DHCP no cliente

Antes de mais nada é necessário acessar a interface de rede do cliente:
pico /etc/network/interfaces

em seguida modifique o IP de estático para dhcp fazendo assim:

auto eth0
iface eth0 inet dhcp

Reinicie o serviço de rede:

service networking reload

A solicitação de um endereço DHCP se faz de maneira automática, quando o computador cliente inicia ele envia um broadcast para a rede buscando por servidores DHCP, ele irá encontrar o servidor que acabamos de configurar e um IP dentro da faixa estabelecida será atribuído, pode haver algum conflito com o servidor DHCP do seu modem/roteador, caso isso ocorra será necessário abrir o terminal e
solicitar um endereço IP via dhclient, o comando dhclient poderá ser utilizado da seguinte forma:

exemplo: dhclient -v (-v = verbose, mostra o que foi disparado pelo comando em modo texto)

Para testar, acesse uma das máquinas virtuais clientes que instalamos, e verifique, através do comando ifconfig, se o IP correspondente se encontra dentro da faixa que determinamos no dhcpd.conf.
O meu dhclient disparou o seguinte comando:

dhcp-dhclient

Caso queira encerrar o lease (empréstimo) antes e solicitar em seguida um novo IP utilize o comando dhclient -r -v

Configurando o DHCP Manual

é possível indicar quais IP’s pertencerão a quais estações clientes, esta configuração é baseada no endereço MAC (Media Access Control) da placa de rede, para descobrir o endereço físico da sua placa de rede utilize o comando ifconfig, logo após Endereço de HW deverá constar 6 conjuntos de números hexadecimais com a seguinte formatação: 00:00:00:ff:ff:ff.
Esta configuração é conhecida como reserva, pois se trata de uma concessão de duração permanente. Para configurar abra novamente o dhcpd.conf, a configuração da minha estação cliente ficará da seguinte forma:
host cliente1 {
hardware ethernet 08:00:27:ae:f9:d0;
fixed-address 192.168.3.44;
option host-name “cliente1”;
}

Reinicie o dhcp: service isc-dhcp-server restart
Reinicie agora o serviço de rede no cliente, pronto o IP do cliente1 se tornará manual e não mais dinâmico.

Criando Grupos e múltiplos gateways

É possível a criação de grupos, utilizando a palavra-chave group { regras } posso incluir diferentes sub-redes nas configurações globais, criar várias faixas de IP com variados gateways e servidores de DNS dentro do serviço DHCP, ou seja posso ter a máquina 1 com o gateway x, e a máquina 2 com o gateway y. Observe o exemplo no arquivo abaixo:

group dmz {
option routers 192.168.3.15;
option domain-name-servers 192.168.3.15;
host webserver {
hardware ethernet 01-00-5e-00-00-16;
fixed-address 192.168.3.34;}
}
host ftp{
hardware ethernet 01-00-5e-7f-ff-fa;
fixed-address 192.168.3.33;}
}
}

Lembre-se que sempre que realizar uma alteração no arquivo de configuração do isc-dhcp-server, ou qualquer outro arquivo de configuração de serviços de rede é necessário reiniciar o serviço em questão.
Enfim, são várias as configurações possíveis dentro de um servidor DHCP, para um maior apronfundamento é recomendável a leitura dos comentários dentro do arquivo de configuração original, caso queira se aprofundar ainda mais a documentação oficial do DHCP é a RFC (Request for Coments) 2131, mas já aviso de antemão que a documentação é extensa. No próximo artigo iremos aprender a configurar um serviço de resolução de nomes de domínio.


Referências: http://www.hardware.com.br/livros/servidores-linux/configurando-servidor-dhcp.html

Configurando a Infraestrutura de Rede Linux

Configurando a infraestrutura de rede

Assumindo que o leitor tenha baixado o VirtualBox (Programa de virtualização de sistemas) realizado sua instalação, instalado os sistemas operacionais que serão utilizados, faremos agora a configuração das placas de rede das máquinas virtuais utilizadas. Como dito no primeiro artigo desta série Clique Aqui! , estou utilizando duas máquinas virtuais com S.O debian Wheezy 7.6, um em modo texto para servidor, e outro para estação de trabalho: em modo gráfico. Neste artigo iremos configurar uma infraestrutura de Rede Linux

virtualbox servidor linux

Neste ponto faremos as configurações das placas de rede de cada uma das máquinas virtuais:

Iremos começar pela máquina virtual que irá abrigar o Servidor:

Configurando o Servidor

clique no nome da máquina virtual que irá sofrer as alterações, no meu caso: debian-server (dê o nome de sua preferência), clique no segundo ícone da barra de ferramentas (Configurações), em seguida vá até a opção Rede, feito isso, escolha o adaptador 1 e marque na select box (conectado a:), opção NAT, depois habilite o adaptador 2 e habilite a placa em modo bridge, o Servidor irá ficar conforme a imagem:

virtualbox configuração nat

a placa de rede em modo NAT será responsável pelo estabelecimento da conexão com a internet, e a placa de rede em modo bridge fará a conexão da rede interna entre as 2 máquinas virtuais existentes na nossa infraestrutura.

O modo NAT não realiza interconexão entre as máquinas virtuais, por isso utilizamos o modo Bridge para essa tarefa. O modo bridge também consegue se conectar com a Internet, mas como nosso objetivo é centralizar no servidor os serviços de rede, inclusive o serviço de conexão com a internet quem receberá a conexão com a internet será a placa de rede em modo NAT da VM debian-server
Ao iniciar a máquina virtual responsável pelo servidor é preciso dizer ao arquivo de configuração das interfaces de rede qual é a configuração desejada (Endereços IP’s), para isso, acesse o arquivo de configuração adequado através de um editor de texto, levando em conta que estamos em modo texto, iremos utilizar o editor de texto pico, o comando para acessar o arquivo que irá definir a configuração das interfaces de rede é o seguinte:

pico /etc/network/interfaces

possivelmente você irá encontrar um arquivo igual a esse:
arquivo de interfaces de rede padrão
Apague todo conteúdo, exceto as seguintes linhas:

#The loopback network interface
auto lo
iface lo inet loopback

Essas linhas são utilizadas para simular uma interface de rede utilizada para testes locais.

O meu arquivo de configuração ficou conforme segue:

#Servidor Debian Wheezy 7.6 #Interfaces auto eth0 (configurada como NAT no virtual box) iface eth0 inet dhcp auto eth1 iface eth1 inet static (configurada como bridge no virtual box) address 192.168.3.10 netmask 255.255.255.0
Você pode escolher outro endereço IP se quiser, desde que seja um endereço IP utilizado para redes locais.
As linhas que se iniciam com “#” (cerquilha) figuram no arquivo apenas para informar, o conteúdo que precede a cerquilha não é interpretado pelo sistema.

Entendendo o arquivo de configuração

auto a palavra chave auto que antecede o nome da interface de rede (auto eth0, auto eth1), tem a função de dizer ao sistema para carregar os módulos (drives) dos dispositivos de rede, o sistema irá carregar esses módulos sempre que o sistema for inicializado estando ou não conectadas as placas de rede, diferente da palavra chave allow-hotplug que somente carregará os módulos se detectar que o dispositivo físico de rede está conectado ao sistema.
iface indica que nesse ponto se inicia a configuração de uma interface de nome eth0, eth1, ethx, em seguida a cláusula inet irá especificar se a interface de rede terá seu IP atribuído por dhcp (modo transparente, automático) ou de modo static (estático).
No modo estático precisamos obrigatoriamente definir o endereço IP (address) e a máscara de subrede (netmask), a partir dessas informações o sistema automaticamente consegue deduzir a rede e o endereço de broadcast.

Observe que cada placa de rede possui uma nomenclatura, eth0 é a identificação da placa ethernet em modo NAT e eth1 é a identificação da placa ethernet em modo bridge, na primeira utilizamos o dhcp do virtual box que na prática seria o dhcp do roteador que serve a internet na rede, na segunda utilizamos um IP estático que pode inclusive ser fora da faixa de IP’s do roteador/modem já que quem irá fornecer e compartilhar a internet com as demais máquinas que porventura ingressarem na rede será a eth0.
Finalizada a configuração das interfaces de rede do servidor, é importante que façamos um teste para saber se a conexão com a internet está ativa e também verificar se os endereços de IP atribuídos realmente foram relacionados.
Para verificar o endereço das interfaces de rede execute o comando ifconfig, deverão surgir uma série de informações como a identificação da interface de rede, o endereço MAC (Media Access Control), o endereço IP, dentre outras. Verifique se o IP é o mesmo que você definiu anteriormente no arquivo interfaces.
Possivelmente, se você seguiu a risca as instruções passadas você visualizou apenas duas interfaces de rede, a auto lo (loopback) e a eth0, pois eram as que estavam no arquivo de configuração original, para que o sistema enxergue a eth1 iremos precisar subir a interface eth1, através do seguinte comando: ifup eth1

Para testar a conexão com a internet utilize o comando ping seguido de um endereço de um site qualquer. O ping deve retornar uma mensagem dizendo quantos milissegundos demorou para encontrar o endereço “pingado”. Também precisamos saber qual das duas placas de rede é responsável pela conexão com a internet, para isso utilize o seguinte comando: route e verifique qual IP assume o papel de roteador, veja que o IP é o 10.0.2.2, mesma faixa de IP da placa eth0, que inclusive está identificada na última coluna do comando route, na primeira coluna verificamos que ela é responsável pela rota default, ou seja, ela irá buscar todos os endereços de rede (internet) excetuando os endereços das outras rotas que aparecem nas linhas abaixo dela.

Configurando o cliente

Por último, a máquina virtual utilizada como cliente irá precisar de apenas uma interface de rede, que deverá ser configurada no VirtualBox em modo bridge. Inicialmente iremos configurá-la com IP estático, quando implementarmos o serviço de DHCP iremos modificar para DHCP, se você não modificar o IP, sua interface possivelmente irá pegar um IP automático na mesma faixa do seu roteador/modem e se conectará a internet através do seu modem e isso não é o que pretendemos, nosso foco é fazer com que a máquina cliente se conecte a internet passando pelo nosso servidor, portanto, configure o IP de maneira estática em uma faixa diferente do seu roteador.

logue como root para modificar o endereço de rede, ou utilize um usuário com poderes de root.

Meu arquivo de configuração ficou da seguinte forma:

#Debian Cliente Wheezy 7.6 #Interfaces auto eth0 iface eth0 inet static (configurada como bridge no virtual box) address 192.168.3.20 netmask 255.255.255.0
execute o comando ifconfig, note que o IP permanece o mesmo, para que a alteração surta efeito é necessário reiniciar o serviço de rede, faça isso através do comando: service networking reload, se mesmo assim não funcionar pare o serviço de rede modo gráfico (network-manager) através do seguinte comando: service network-manager stop execute novamente o comando que reinicia o serviço de rede baseado no arquivo interfaces service networking reload. Pronto o novo IP deverá aparecer, teste com o ifconfig.
Agora tente pingar o servidor: ping 192.168.3.10, espero que tenha funcionado!
Tente pingar um site qualquer: ping www.uol.com.br, espero que não tenha funcionado! nosso cliente agora está na mesma rede do servidor, mas está em uma rede diferente do seu roteador, para que a conexão com a internet funcione nas máquinas clientes vamos precisar criar um servidor de internet dentro da nossa máquina debian-server, assunto para nosso próximo artigo.

Modelagem de Processos de Negócio

Definição de Processo de Negócio: Pode ser entendido como sendo uma atividade ou um conjunto de atividades destinadas a criação de valor para os clientes de uma empresa ou aos próprios setores da empresa. Podemos dividi-los em macroprocessos, ligados à atividade fim (Processos de Negócio), processos ligados a atividade meio (Processos de Apoio) e subprocessos (Processos de Controle), cada ação executada na empresa pode ser entendida como um processo de negócio. Os processos maiores são subdivididos em subprocessos, este paradigma é muito útil pois permite dividir os problemas fornecendo assim uma visão mais detalhada de como a empresa funciona e isto permite que os processos de negócio sejam melhorados e até que novos sejam criados.

Modelagem de Processos: Basicamente, a modelagem de processos de negócio é um desenho de diagramas de processos que deverá mostrar como se dão as atividades em uma empresa ou área de negócio, mostrando todo o fluxo de ações para a consecução dos processos, quando a área de negócio é muito complexa ocorre a utilização de diversos diagramas, ao modelar um processo o autor deverá conhecer toda a sequência deste, o que muitas vezes pode ser difícil visto que um processo pode passar por vários departamentos. A Modelagem é um processo que deve ser feito posteriormente ao mapeamento de processos.
Deve ser escolhida uma notação para modelagem dos processos, entre as mais conhecidas estão: BPMN (Business Process Management Notation), EPC, Fluxograma, UML (Unified Modeling Language), A notação é a própria representação gráfica de atividades, tarefas, responsabilidades, papéis e fluxo de trabalho de um processo.

MAPEAMENTO DE PROCESSOS:

Através do mapeamento podem ser melhorados os seguintes pontos de uma organização:
  • Complexidade na operação;
  • Redução de Custos;
  • Gargalos;
  • Falhas na integração;
  • Atividades Redundantes;
  • Tarefas de Baixo Valor Agregado;
  • Retrabalhos;
  • Excesso de documentações e aprovações;
  • Melhora o entendimento do negócio e a performance.
SÃO TÉCNICAS DE MAPEAMENTO DE PROCESSOS:

  • Questionários;
  • Entrevistas;
  • Reuniões e Workshops;
  • Observação de Campo;
  • Análise da documentação existente;
  • Análise de sistemas legados;
  • Coleta de Evidências.
MAPA DE PROCESSOS

O Mapa de processos não se confunde com o mapeamento de processos, visto que o mapa é o primeiro documento gerado a partir da modelagem de processos este mapa deverá prover uma visão geral dos processos da empresa abrangendo as atividades gerais, os stakeholders, papéis e o fluxo de valor de processos.
Para modelagem de processos, comumente é utilizado o BPMN, o BPMN se propõe a expressar os processos de negócio em um único diagrama (BPD – Business Process Diagram) os elementos do BPMN podem ser dividos em:

Core Elements: (Consegue modelar a maioria dos processos de negócio).
Full Elements: (Podem modelar qualquer processo de negócio).
Atributes: (Propriedades de cada elemento).
Quanto aos tipos de processo pode-se dividi-los em:
Processo Interno: O fluxo de sequência das atividades não deve ultrapassar o pool estabelecido. As atividades ficam presas apenas a uma entidade de negócio
Processo Abstrato: Ao conter atividades que são realizadas fora da empresa o processo irá extrapolar o pool, no entanto no modelo abstrato as atividades que ocorrem fora da empresa não são representadas.
Processo de Colaboração: Neste modelo as atividades que excedem o pool da empresa são representadas, descrevendo processos B2B e as atividades entre duas ou mais entidades de negócio.
CATEGORIAS DOS ELEMENTOS
Objetos de Fluxo
  • Eventos;
Os eventos dividem-se em três tipos: Início, Intermediário e Final, eles alteram o fluxo do processo, normalmente sua ocorrência tem uma causa e causam um impacto no processo.
evento modelagem de processos de negocio
  • Atividades;
Podem se dividir em Tarefas (unidade mais básica, atômica), e Sub-Processo, os subprocessos podem ser fechados (quando não são mostradas suas tarefas) e podem ser abertos.
atividade modelagem de processos de negócio
  • Gateways;
É utilizado para condicionais. Dentre as possíveis condicionais são utilizadas as seguintes: XOR (Data), XOR (evento), AND, OR.
gateway modelagem de processos de negócio
Objetos de Conexão
  • Fluxo de sequência (Sequence Flow)
Simplesmente mostra a ordem em que as atividades são executadas.
  • Fluxo de Mensagem (Message Flow)
objetos de conexao modelagem de processos de negócio
É utilizada para mostrar a troca de mensagens entre dois participantes
  • Associação
Utilizada para associar dados, texto e outros artefatos com os objetos de fluxo.
SwinLanes
  • Pools
Pools são representados por uma caixa com o nome do pool, normalmente representa um participante do processo, quando há mais de uma entidade de negócio e estas não se encontram no mesmo diagrama se faz necessário o uso do pool
  • Lanes
Seria uma divisão dentro do pool, usada para dar uma maior organização às atividades, dividindo-as em categorias. Seria uma função do negócio e não uma entidade como o pool.
Artefatos
  • Objetos de Dados (Data Object)
Não altera o fluxo de sequência nem o fluxo de mensagem de um processo, contudo ele fornece informações sobre o que o objeto faz, um exemplo seria a nota fiscal.
  • Grupo
Pode ser utilizado para simples documentação e também provê o agrupamento de atividades, sua representação é feita através de um retângulo tracejado.
  • Anotação
O software utilizado para o desenho dos diagramas foi o Bizagi Process Modeler
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://sarga.com.br/artigo1.htm
http://www.slideshare.net/Ridlo/mapeamento-e-modelagem-de-processos-de-negcio-com-bpmn

Gerenciamento de Processos de Negócio

“Uma caminhada de 1000km, começa com o primeiro passo”
gerenciamento de processos de negocio

O Gerenciamento de processos de negócio (em inglês, Business Process Management ou BPM) é a junção entre a Gestão de Negócios e a Tecnologia da informação, tal junção objetiva a otimização dos resultados nas organizações buscando uma melhora significativa nos processos de negócio.

No gerenciamento de processos de negócio são utilizadas técnicas e ferramentas para
analisar, modelar, publicar, otimizar e controlar processos envolvendo recursos humanos, aplicações, documentos e outras fontes de informação.
BPM é um conceito pouco conhecido no Brasil, contudo, sua popularidade cresce a cada dia em virtude de sua utilidade e sucesso nas empresas onde é implementado, os processos operacionais podem ser entendidos como processos repetitivos executados rotineiramente, as ferramentas de gestão de negócios monitoram de maneira eficiente os processos estes dados monitorados irão servir de base para que os gestores possam alterar a maneira como certos processos são realizados.
Através do BPM os gerentes podem tomar ciência de onde estão os pontos falhos da organização, quais os possíveis responsáveis por gargalos, por tarefas executadas com baixa produtividade, onde os processos estão atrasando e toda essa análise ocorre com extrema facilidade e rapidez, o BPM provê um mapeamento de processos o que facilita o trabalho das pessoas executoras dos processos pois ao receber as tarefas as pessoas deverão simplesmente executá-las sem se preocupar com outros detalhes.
Para implementação do BPM em uma empresa deve-se ter em mente que este não é de simples implantação pois isso envolve toda uma mudança cultural e os funcionários devem deixar o modelo antigo de lado tem que haver uma mudança de comportamento das pessoas e em especial um comprometimento da alta administração da empresa, deve ser dado enfoque no cliente.
Outra dificuldade para a implantação seria o fato de que alguns processos operacionais são complexos e envolvem vários departamentos, a necessidade do tratamento de exceções.
Um dos principais objetivos do BPM é alinhar os processos operacionais com os objetivos estratégicos da empresa, o operacional deve ser a execução do planejamento estratégico estando ambos em estreita sintonia.
Eis algumas das práticas de gestão utilizadas pelo gerenciamento de processos:

  • Mapeamento de processos;
  • Modelagem;
  • Definição do nível de maturidade;
  • Documentação;
  • Plano de comunicação;
  • Automação;
  • Monitoramento através de indicadores de desempenho;
  • Ciclo de melhoria continua;
    Melhorias do BPM
    O resultado da prática destas ações são melhores resultados financeiros, vantagem competitiva, redução de custos, otimização de recursos, aumento da satisfação dos clientes através de produtos e serviços com um nível superior de qualidade.

    Eis alguns pontos importantes do BMP:
    Visibilidade: total controle do processo de negócio,  a análise é feita por meio de dados históricos ou de sua monitoração em tempo real.
    Melhoria contínua e inovação:  o processo de negócio é melhorado e refinado constantemente com mensuração de resultados baseado na sua execução
    Automação: automatizar processos é uma prática que gera eficácia, tem baixo custo, a automação provê um melhor serviço ao cliente pois é rápido e reduz custos apesar disso o BPM possibilita também a intervenção humana quando se fizer necessário a tomada de decisões críticas.
    Modelagem: O BPMS (Business Process Management Suit) provê a modelagem dos processos, a notação mais utilizada para isso é a BPMN(Business Process Modeling notation) que desenha os processos através de uma notação padrão.
    Simulação: A simulação é feita logo após o desenho dos processos e a escolha dos usuários responsáveis por executá-los, testam-se as regras e verifica-se se as mesmas estão de acordo. Através da simulação é possível detectar falhas no processo e corrigi-las antes da implementação.
    Controle: O ideal é que este esteja presente em todas as etapas do processo, para realizar o controle é utilizado o controle de fluxo que consegue visualizar em tempo real onde e quando o processo está parado, alguns softwares apresentão relatórios detalhadas com gráficos sobre o controle de fluxo que pode tanto estar em andamento quanto pode também estar concluído.
    Otimização: visa a realizaçao de melhorias nos processos para alcansar resultados positivos de maneira mais rápida, é uma etapa depedente das anteriores em especial do controle.

    Referências

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerenciamento_de_processos_de_neg%C3%B3cio;

    http://www.kaizen.com.br/solucoes/gestao-de-processos-de-negocios-bpm.
    Imagem: http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQzsn1Ae-ZfMK5smsPlJBiOS89NJw6tkY8oldcQT_7SgleACF4f

    Funções Administrativas: Noções de Planejamento, Organização, Direção e Controle

    FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS: NOÇÕES DE PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, DIREÇÃO E CONTROLE

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    Este é um dos temas mais básicos da disciplina de administração, o qual, todo estudante deve conhecer com maestria. O famigerado PODC. (Planejamento, Organização, Direção e Controle), são as 4 funções administrativas da teoria Clássica e Neoclássica.
    Sabemos que: existem basicamente dois tipos de trabalho, o trabalho técnico e o trabalho administrativo, falaremos aqui do trabalho administrativo. Quando falamos em administração o que vem a mente é: gerenciar, tomar conta, e é exatamente isto que o trabalho administrativo faz, aplica o esforço físico e mental de uma pessoa para conseguir resultados gerenciando outras pessoas, quando estudadas separadamente são denominadas funções administrativas, quando estudadas em conjunto compõem o processo administrativo.

    PLANEJAMENTO

    Planejar é definir os objetivos, decidir como alcançar os planos, programar as atividades, alcançar as metas, algumas empresas ainda adotam o método arcaico de administração as escuras e não planejam, desta forma, não se preparam para possíveis reveses e acabam por terem insucesso em seus objetivos, O planejamento pode ser divido em:
    Planejamento Estratégico: é bastante amplo e engloba toda a organização, algo a longo prazo, devem ser avaliados os ambientes internos e externos, as tendências de mercado, se vale a pena investir, pergunta que se deve fazer… O que vai ser dessa empresa no futuro?

     

    Importante! O planejamento estratégico se baseia no ESTABELECIMENTO de METAS, OBJETIVOSPOLÍTICAS e MISSÃO da ORGANIZAÇÃO.

    META = Objetivo de curto prazo.

    OBJETIVO = alvo a ser alcançado

    POLÍTICAS = são as diretrizes amplas e gerais para se chegar aos objetivos

    MISSÃO = é a razão de existência da empresa

    Planejamento Operacional:

    é o planejamento diário é a parte que elabora cronogramas específicos, cada tarefa deve ser planejada, daí são criados métodos, procedimentos, normas, metas, programas.

    Planejamento Tático:

    Analisa alternativas para realizar a missão da empresa, no entanto é um planejamento de médio prazo, normalmente anual, nível departamental, cada departamento da empresa tem o seu.

    Enfatizando o que já foi dito segue a tabela dos 3 modelos de planejamento

    PLANEJAMENTO CONTEÚDO EXTENSÃO AMPLITUDE
    Estratégico Genérico, Sintético, Abrangente Longo Prazo Macroorientado, aborda a empresa na totalidade
    Tático Menos Genérico e mais detalhado Médio Prazo Aborda cada unidade da empresa em separado
    Operacional Detalhado Específico e analítico Curto Prazo Orientado apenas para cada tarefa da operação

    ORGANIZAÇÃO

    A função de organizar compreende várias fases, como a elaboração dos níveis hierárquicos e definição das estruturas organizacionais. Pode ser definida como a ordenação dos recursos materiais e recursos humanos visando atingir os objetivos estabelecidos, o Organograma da empresa é definido nessa função administrativa, este serve para representação da estrutura da empresa, estrutura departamental, deixando claro os níveis hierárquicos.

    DIREÇÃO

    Esta é a função da tomada de decisões, de liderança e intercomunicação com os subordinados. Fazer acontecer, dinamizar, esta função administrativa exige muito da habilidade humana do profissional pela área relacionada, a direção pode ser a nível institucional abarcando toda a empresa, nível departamental abrangendo as unidades em separado e por fim a nível operacional.

    Veja agora alguns princípios da direção:

    Unidade de Comando: Cada funcionário tem um superior ao qual deve prestar contas

    Delegação: Compreende designação de tarefas, de autoridade, de responsabilidade.

    Amplitude de Controle: Há um limite quanto ao número de posições que podem ser eficientemente supervisionadas por um único indivíduo.

    Princípio da coordenação ou relações humanas: harmoniza os esforços individuais em benefício de um bem comum.
    CONTROLE

    Esta diretamente ligado ao planejamento, nesta função devem ser avaliados os progressos da empresa em seus objetivos e feitas as devidas correções para garantir que os resultados sejam satisfatórios, os principais pontos da função de controle são:

    1. Necessário para medir e avaliar o desempenho organizacional

    2. Dinâmico e contínuo

    3. Engloba todas as vertentes da organização

    Tabela das funções administrativas
    PLANEJAMENTO Elaboração de Previsões
    Determinação de Objetivos
    Programação
    Cronogramação
    Orçamentação
    Definição de Políticas
    Determinação de Procedimentos
    ORGANIZAÇÃO Definição de Estruturas
    Estabelecimento de Relações
    DIREÇÃO Tomada de decisão
    Delegação
    Comunicação
    Obtenção de Pessoal
    Motivação de Pessoal
    Desenvolvimento de Pessoal
    CONTROLE Definição de Padrões de Desempenho
    Medição de Resultados
    Avaliação de Resultados
    Correção de Desempenho

    Referências: http://www.professorcezar.adm.br/Textos/DecorrenciaTeoriaNeoclassica.pdf

     

    Teorias de Administração do Clássico ao Caos

    Teorias de Administração, Conceitos e Objetivos

    É típico da condição humana, necessidades básicas tais quais a alimentação, o descanso, o lazer, a auto-realização e outras mais, e para que este imperativo seja alcançado se faz necessário na grande maioria dos casos que o indivíduo através de sua força de trabalho seja um colaborador com a sociedade, de forma autônoma ou com alguma espécie de vínculo empregatício ligado a uma empresa privada ou órgão público, quando falamos de empresas logo nos vem a mente a ideia de um agrupamento de pessoas trabalhando para alcançarem objetivos comuns, no caso em questão os objetivos da empresa. Por trás de todas essas pessoas se faz necessário a figura do administrador: responsável pelas funções administrativas PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, DIREÇÃO, CONTROLE, procuro abranger aqui uma noção ampla sobre a administração, seus conceitos e seus objetivos, falaremos agora sobre teorias de Administração

    Frederick W. Taylor – Administração Científica – Ênfase nas tarefas

    O principal nome da abordagem científica e pioneiro na área de administração, era final do século XIX, Taylor inicia suas experiências em uma fábrica como aprendiz, tempos depois passa a estudar engenharia e ingressa na Midvale Steel Co, em um primeiro momento como torneiro mecânico e tempos depois passa a engenheiro chefe, Taylor era observador e começa a fazer uma metódica análise da forma como as tarefas eram desempenhadas, quanto tempo levava para fazê-las, qual o processo de movimentação. Em razão destes fatos Taylor propõe o modelo científico onde é estabelecida uma gerência que é parte definidora de quais tarefas devem ser executadas, como devem ser e com quais ferramentas (Planejamento Operacional). É tarefa dos gerentes definir os melhores métodos de execução de tarefas de forma que a ação seja produtiva, em tempo hábil, a custos mínimos, este é o conceito de Eficiência: produtividade + economia de recursos. Veja a listagem das principais inovações propostas por Taylor:

    Homo Econômico: Até então se acreditava ser o salário a única fonte motivadora para o trabalhador, este era tido como uma máquina e quanto mais produzisse mais ganharia, as funções eram repetitivas e maçantes, não eram levados em conta a auto-realização e o bem estar social do funcionário.

    *Profunda análise do trabalho e dos movimentos executados pelo trabalhador.
    *Estudo da fadiga Humana
    *Super-especialização do operário
    *Padronização de métodos e máquinas
    *Supervisão funcional (Nível Operacional)
    *Condições ambientais de trabalho
    *Seleção do trabalhador baseado em suas habilidades
    *Um tempo padrão para uma produção mínima
    *Os interesses do operário não se sobrepõem aos da organização
    *Maior divisão possível das tarefas
    *Gerentes planejam e operários executam
    *Bons salários e custo de produção baixo.

    Henry Fayol – Teoria Clássica – Foco na Estrutura e Gerência

    Fayol foi um administrador, e baseado em suas próprias experiências elaborou o chamado processo administrativo, que é formado pelas nossas conhecidas funções administrativas, que até esta data eram em 5, o papel dos gerentes era justamente fazer cumprir estas funções administrativas, manter a unidade de comando (um operário tem apenas um supervisor, evitando-se assim o choque de ordens), Unidade de direção (Um só chefe e um só programa para operações que visam o mesmo objetivo), combater a burocracia na empresa, hierarquia, Estabilidade do pessoal (rotatividade do pessoal não é bom), a obra de Fayol sofreu críticas concernentes a falta de estudos empíricos a ausência de experiências e a total negligência ao ambiente externo a organização.

    Elton Mayo – Relações Humanas – Ênfase nas pessoas

    A famosa experiência de Howthorne (bairro de Chicago) onde algumas pessoas foram observadas durante 5 anos sob diversas condições de trabalho, com baixa e alta iluminação, com muitas e também com poucas horas trabalhadas, estudo da fadiga, acidentes de trabalho, fatores psicológicos, foi feito um paralelo entre as condições de trabalho e a produtividade dos funcionários, dessa forma os pesquisadores perceberam que variáveis psicológicas interferiam na produtividade dos funcionários, a partir de tal experiência passou-se a valorizar mais o fator humano e a ideia do homo econômico foi deixada de lado, desta forma o operário é ouvido, há uma integração maior com a empresa e uma ênfase nos aspectos emocionais, entra em cena o homem social onde o paradigma vigente passa a ser a ideia de aprovação social e participação, reconhecimento, as tarefas devem ser estimulantes e despertar o interesse do trabalhador. Neste período surgiram os estudos acerca de motivação, comunicação e liderança. Contudo esta teoria foge um pouco a realidade das organizações, as organizações necessitam de eficiência para funcionarem adequadamente e isto implica em métodos repetitivos e maçantes o que acaba chocando com os objetivos individuais do operário de auto-realização por exemplo.

    Peter Drucker e outros – Teoria Neoclássica

    Ênfase no pragmatismo, deixa-se um pouco a teoria de lado e é dado um maior enfoque a prática é uma evolução da abordagem clássica um aperfeiçoamento das teorias anteriores, administração por resultados, por objetivos, são aceitos novos conceitos, surge a ideia de MISSÃO, as organizações são um meio de produção que precisam de uma razão para existir, a área administrativa é uma ciência separada e deve seguir a um padrão básico e destoar na medida de suas necessidades, destaque para o desempenho individual.
    Esta teoria já com as funções administrativas dividas em 4 vertentes. Planejamento, Organização, Direção e Controle, também enfatiza, os tipos de organização (Organogramas), Departamentalização e administração por objetivos. Surge aqui também a idéia dos níveis hierárquicos dividos em Institucional, Intermediário e Operacional, a organização pode se desenvolver em dois sentidos que são:
    Vertical: Níveis hierárquicos.
    Horizontal: Departamentalização, aumento de órgãos especializados
    Chiavenato caracteriza a organização através de 4 conceitos básicos, a saber:
    Divisão do trabalho: divisão de um processo complexo em processos menores
    Especialização: Operários e órgãos com tarefas específicas.
    Hierarquia: Autoridade dos cargos superiores em relação aos cargos de camada mais baixa.
    Distribuição da autoridade e responsabilidade.
    Acompanhe abaixo o esquema da administração por objetivos (APO)
    administracao por objetivos

    Teoria da Burocracia – Abordagem Estruturalista.

    Um dos principais teóricos desta linha de pensamentos foi o sociólogo alemão Max Weber, Weber notou que o paradigma de administração no início do século XX mudou, os antigos modelos de administração do período inicial da revolução industrial foram substituídos pelo modelo burocrático o qual se baseava em uma abordagem onde seus membros deviam seguir um regimento legal, comunicação entre níveis hierárquicos por via documental, o modelo burocrático foi caracterizado como mais humano, mais justo, o principal motivo de uma organização existir é o fato de que alguns objetivos só podem ser realizados por um grupo de pessoas trabalhando de forma coordenada.

    As principais características do modelo burocrático:

    Caráter legal das normas e regulamentos.
    Caráter formal das comunicações: devem ser escritas para comprovação via documental evitando assim interpretações errôneas.
    Impessoalidade nas relações: as pessoas entram e saem da empresa de acordo com seu grau de competência e não por influências pessoais. A figura do cargo e as atribuições, direitos e deveres deste é que são dotados de autoridade, desta forma os funcionários são subordinados a outros funcionários de cargo de hierarquia mais elevada, esta subordinação se dá em razão do cargo e apenas do cargo.
    O dirigente é um profissional qualificado em administração.
    Profissionalismo: o cargo é para o funcionário um meio de subsistência.
    Esta teoria foi criticada no que toca ao excesso de formalidade e conseqüente excesso de documentos, acomodação dos funcionários que passam a ter dificuldades para aceitar mudanças, o alto grau de impessoalidade gera uma convivência mecânica entre os funcionários.

    Teoria Estruturalista

    É voltado para a ideia da organização como um todo é focada no conceito de sinergia que apregoa que o todo é maior que a soma das partes, possui traços da teoria das relações humanas embora leve em consideração o ambiente externo intra-organizacional (relação entre as organizações), surge a ideia do Homem Organizacional que deve ser capaz de cumprir vários papéis dentro da organização, estar preparado para situações que geram stress, capacidade de adiar recompensas, permanente desejo de realização. A Teoria Estruturalista enfoca a análise da organização formal e informal, bem como o ambiente intra-organizacional e inter-organizacional, Segundo Amitai Etzioni, Weber foi ingênuo ao pensar que um único padrão burocrático seria suficiente para resolver o problema de quaisquer organizações, as organizações são diferentes em vários pontos por isso é necessário dividi-las em 3 grupos que são:
    Tipos de organização baseada no tipo de obediência do funcionário para com a organização:
    PODER COERCITIVO: Baseia-se em punições, Contrato psicológico alienatório (Obediência sem questionamento), Organização coercitiva
    PODER MANIPULATIVO: Baseado em recompensas, Contrato psicológico calculista (Obediência interesseira), obtém resultados por meio de acordos com o funcionário
    PODER NORMATIVO: Baseado em crenças e símbolos: Contrato psicológico moral(disciplina moral), os participantes devem acreditar no que fazem.

    Teoria Comportamental

    Recusa o conceito de que a satisfação do trabalhador resulta em um funcionário eficaz e eficiente, as ideias desta linha de pensamento eram baseadas em parte na teoria das relações humanas com algumas alterações e novas variáveis, reiterava a ideia de motivação, liderança e desempenho.
    Esta teoria assim como a Teoria das Relações Humanas dá ênfase nas pessoas, mas de uma forma diferente , são observados os comportamentos dos indivíduos dentro do contexto organizacional que é baseado em 5 pontos.
    Processo decisório: É necessário conhecimento e perspicácia para que seja escolhida a melhor decisão, todos os integrantes da organização podem tomar decisões relacionadas ou não com seu emprego, ou se desejarem podem se manter omissos a respeito de algo que não lhe seja atribuição.
    Liderança: O bom líder deve entender as inter-relações entre indivíduos e organização
    Autoridade e consentimento: É característica de uma comunicação dentro de uma hierarquia e deve ser aceita mesmo que sob a forma de coerção, todavia de acordo com os estudos de Barnard esta autoridade deve ser aceita pelo trabalhador de forma que em seu íntimo ele realmente concorde com a decisão tomada e se disponha em trabalhar para o crescimento da empresa com afinco e boa vontade. Para que o funcionário aceite uma ordem é preciso que:
    Ele possa entendê-la;
    Ele a julgue como compatível com os objetivos organizacionais bem como compatível com seus objetivos pessoais;
    E que ele seja capaz de cumpri-la física e mentalmente.
    Homem Administrativo: São racionais frente a uma situação e devem saber qual a melhor decisão a ser tomada
    Conflito de Objetivos: O fato de que os objetivos individuais divergem dos objetivos organizacionais. O que deve ser feito então é uma harmonização entre esses objetivos de modo que o trabalhador sinta-se parte da empresa e deseje contribuir eficientemente para o crescimento da organização para isso é necessário:

    Comunicação Efetiva, Disposição em contribuir, Propósito comum.

    Os estudos de Likert mostra que a supervisão geral com ênfase nas pessoas resulta em melhores resultados do que uma supervisão central baseada nas tarefas, o que mostra que é importante interagir com o funcionário a supervisão deve ser orientativa e não punitiva, liberdade no ambiente de trabalho, Confiança inter-grupal, Medidas de desempenho e técnicas participativas.

    Integrar objetivos organizacionais com objetivos individuais é um processo que esbarra na seguinte questão: A Organização oferece a grande maioria tarefas medíocres e repetitivas onde há pouca responsabilidade, independência e que exige o mínimo de capacitação do funcionário a ponto do mesmo às vezes ser substituído por robôs, as decisões ficam centralizadas nas mãos dos chefes, desta forma os funcionários se sentem subjugados e suas necessidades sociais e psicológicas no trabalho não são atendidas o que gera um cataclisma entre estes e a média/alta direção. Para a minimização deste problema foi proposta a seguinte ação por Argyris: A delegação de funções ao trabalhador e o requerimento de sugestões fazem do trabalhador um contribuinte ativo.

    A teoria comportamental foca na reciprocidade entre organização e trabalhador, tem uma abordagem mais descritiva do que prescritiva

    TEORIA SISTÊMICA

    A Teoria Geral dos Sistemas é baseada na análise das disciplinas como peças interligadas que possuem relações entre si e eixos de conexão sendo que uma matéria pode se beneficiar de descobertas feitas em outros ramos da ciência, a Teoria Sistêmica é parte da TGS (Teoria Geral dos Sistemas) e a partir dela se chegou a TGA (Teoria Geral da Administração).
    Princípios adotados pela Teoria Sistêmica:

    Os sistemas existem dentro de outros sistemas;

    Os sistemas são abertos;

    As funções de um sistema dependem de sua estrutura;

    Comparando os sistemas abertos com os sistemas fechados temos as seguintes divergências.
    Sistemas abertos: estão em constante integração com o ambiente, influencia e é influenciado por ele, é dinâmico e está em constante mudança devido a fatores externos, pode se adaptar ao meio em que está inserido e reverter estados, a competição é contingencial.
    Sistemas Fechados: Não compete com outros sistemas, não está aberto a mudanças, não evolui nem decresce é estático e imutável, não há interação com o ambiente.

    ABORDAGEM CONTINGENCIAL

    Antes de iniciar eis a definição de contingência:

    É algo incerto, que pode ou não acontecer depende das circunstâncias, dentro do âmbito da organização isso significa dizer que em um ambiente incerto e volátil como o mundo contemporâneo não basta apenas um paradigma administrativo para suprir todas as lacunas é preciso um modelo que se adeque a cada situação, para isso é necessário harmonizar tecnologia e ambiente a cada situação em específico.
    Foco: Não há nada de absoluto na teoria administrativa e nas organizações tudo é relativo. Em ambientes imutáveis como sistemas fechados os moldes mecanicistas prevalecem, em um ambiente instável e turbulento como o sistema aberto se dá melhor o sistema orgânico.

    TEORIA DA COMPETITIVIDADE

    Adam Smith o principal nome do Liberalismo econômico defendia que a riqueza de uma nação esta diretamente ligada aos indivíduos que movidos por interesse próprio promoviam o crescimento econômico e tecnológico através de seu trabalho. A teoria da competitividade defende a ideia de que uma empresa deve sustentar ou ampliar a sua atuação no mercado de forma sustentável através da formulação de estratégias, outra teoria de destaque é a teoria do caos que é baseado nos sistemas dinâmicos não lineares a menor variação em um ponto deste tipo de sistema acarreta uma tragédia de proporções gigantescas, o mercado segue um ciclo instável e imprevisível e quando há uma quebra no ciclo origina-se o caos.

    Tabela da evolução do pensamento administrativo

    Tabela retirada da publicação de Cristiana Duran no site www.euvoupassar.com.br
    evolucao_das_teorias_de_administracao

    Baseado no material exposto no site www.euvoupassar.com.br desenvolvido por Cristiana Duran

    Administração pública direta e Indireta: autarquias, fundações, EP e SEM

    Mais um post para os concurseiros que estão se preparando para o “grande dia”, direito administrativo é matéria certa em quase todo concurso, e administração pública direta e indireta é um dos temas favoritos das bancas.

    O QUE É A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA?

    A administração pública é o conjunto de órgãos, serviços, agentes do estado, autarquias, Fundações públicas, empresas públicas e demais pessoas coletivas responsáveis pela satisfação dos interesses da coletividade, que são: segurança, saúde, cultura, previdência e demais necessidades elencadas na constituição federal, a administração pública é norteada por princípios constitucionais, o famoso LIMPE (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência) dentre outros que se somam a estes, no entanto este é um assunto para outro artigo. Importante que se saiba que entidade é pessoa jurídica pública ou privada, órgão é elemento despersonalizado vinculado a entidade ao qual cabe realizar tarefas correlatas através de seus agentes (pessoas físicas investidas em cargos ou funções) conceito dado pelo professor Hely Lopes Meirelles, Antes de adentrar em um conceito mais aprofundado de administração pública é mister que sejam absorvidos os conceitos de Entidade Política e Entidade Administrativa, bem como a definição de entidades autárquicas, fundacionais, empresariais e paraestatais, confiram:

    Entidade Política: Pessoas jurídicas de direito público, são criadas pela constituição federal ou lei ordinária, os entes políticos são capazes de inovar na ordem jurídica o que significa que podem criar leis, é o poder de auto-legislação que dá o direito de criar leis complementares, leis ordinárias, emendas e decretos dentre outros atos normativos. Possuem poder de auto-governo o que significa: eleições para escolha de seus representantes no executivo e legislativo, possuem também o poder de auto-organização. Apenas a união possui soberania portanto é suprema, os estados membros possuem apenas autonomia.

    Auto Organização: O que rege o país em sua magnanimidade é a Constituição, que é a carta Magna e norteia todo o processo jurídico administrativo no país, neste caso um estado é regido pela Constituição Estadual e os municípios são constituídos por Leis Orgânicas, as Secretarias e Ministérios por Regimentos, a isso chamamos de auto-organização, a capacidade de criar seu próprio regimento. E por fim, uma entidade política tem poder de auto-administração ou seja presta serviços a si mesma é o que chamamos de administração direta.
    Pergunta… por que o termo administração direta? A resposta é simples a administração é direta quando o poder público é exercido diretamente pelos entes políticos sem a necessidade da concessão da execução da tarefa a terceiros. Os componentes da administração direta são: a União, os Estados o Distrito Federal e municípios, a União possui Ministérios que por sua vez possuem Secretarias que possuem departamentos que se dividem em sessões, estas são pessoas da administração direta, raciocínio similar pode ser aplicado aos estados e municípios.

    Entidade Administrativa: São pessoas jurídicas de direito público ou privado e são criadas por uma entidade política através de lei específica, suas atribuições constam em lei (e não na constituição como é o caso das entidades políticas), as entidades administrativas formam a administração indireta que é composta pelo famoso quarteto fantástico, o qual pode ser visto a seguir: Autarquias, Fundações públicas, Empresas públicas e Sociedades de Economia Mista.

    Formas de Organização Administrativa: Existem duas formas básicas de organização administrativa: a desconcentração e a descentralização, desconcentração é quando a administração direta cria departamentos responsáveis por uma determinada tarefa, exemplo: o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) delegou a Secretaria de Regularidade Previdenciária a competência de fiscalizar o repasse do INSS aos cofres da previdência, ou seja, ocorre dentro da mesma esfera administrativa. A descentralização consiste em criar uma entidade administrativa para uma finalidade específica exemplo o Ministério da Educação (MEC) criar por lei específica o Instituto Federal de Goiás e lhe confere competências para prover cursos técnicos e superiores a coletividade ou seja uma pessoa Jurídica transfere a outra pessoa jurídica ou física o exercício ou titularidade de certa competência administrativa, isto pode se dar por outorga(Tranferência de titularidade), por delegação e por Descentralização territorial ou Geográfica.
    Para memorizar a diferença entre desconcentração e descentralização, usamos o seguinte macete: pegamos a quinta letra da palavra e associamos ao tipo de administração a que a palavra se refere:

    descOncentração: destaquei o O de órgão, desconcentração está ligado a criação de órgãos, a administração direta cria órgãos para compor sua estrutura funcional;

    descEntralização: destaquei o E de entidade, descentralização está ligado a criação de Entidades administrativas que têm personalidade jurídica, diferente dos órgãos que são despersonalizados, logo associamos à administração indireta.

    Administração Pública Direta

    Administração Direta Administração Indireta
    Pres. Da República Autarquias
    Ministérios Fundações Públicas
    Empresas Públicas
    Sociedades de Economia Mista

    Decreto que trata da Administração Pública Federal

    Administração Pública Indireta

    Agora vamos a um assunto que pega muita gente, vamos falar sobre Administração indireta, como separar Fundação pública de Autarquia, o que é 3º setor, o que é paraestatal e as tais Agências reguladoras?

    Autarquia

    Autarquia é uma palavra de origem grega que significa autonomia, entidade autônoma, todavia é feita uma fiscalização pela entidade que a criou, são criadas por lei específica (ou seja há uma necessidade da criação de uma lei unicamente para isso), embora para extinguir uma autarquia baste uma lei ordinária. Lhe são conferidas personalidade jurídica de direito público o que significa dizer que pode contrair obrigações e direito em nome próprio, não possui nenhuma finalidade lucrativa e seus recursos são provenientes de capital total da União, possuem autonomia administrativa, possuem dirigentes próprios e o ingresso de seus agentes se faz por concurso público (graças a Deus), salvo ingresso em função comissionada (Nem tudo é perfeito), abaixo cito algumas autarquias.

    INSS, OAB, INCRA, IBAMA, USP, IFG.

    Quando acusada de um litígio as autarquias tem prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte autora for a fazenda pública ou o Ministério Público, não se submete ao regime falimentar seus bens são bens públicos portanto insuscetíveis a uso capião e imunidade aos impostos.

    Fundação Pública

    Segundo a maioria dos estudiosos, Fundação pública é caracterizada por ser de direito público ou de direito privado (existe uma grande discussão acerca deste tema), é uma personalização de um patrimônio, para sua criação é necessário a dotação de um conjunto de bens, não possui fins lucrativos, é dotada de autonomia administrativa, tem patrimônio próprio e é custeada por recursos da União e de outras fontes, no caso das Autarquias o custeio é totalmente pelos cofres federais. fundações públicas normalmente são destinadas a cultura, a um determinado patrimônio um acervo de bens, sua área de atuação é definida por lei complementar.

    As fundações de direito privado (estas não entram em nosso estudo mas para fins de esclarecimento assim as descrevo) quando criada por particulares tem sua constituição da seguinte forma: primeiro é necessário requerer ao Ministério Público, solicitando a aprovação da minuta do ato de instituição, dotação e estatutos, lavratura da ata de instituição e estatutos sociais, registro da ata e estatutos sociais no registro de títulos e documentos, comprovar a integralização dos bens e dotação inicial.

    O poder público também pode criar fundações públicas de direito privado criando assim a chamada fundação paraestatal e quando cria uma fundação de direito público cria uma espécie de Autarquia fundacional esta defendida pelo professor Celso Antônio Bandeira de Mello que partia de uma linha de doutrinadores que acreditava ser a Fundação puramente de direito público tempos depois com a emenda 19/98 muda-se o entendimento passando assim a serem aceitas tanto de direito público quanto de direito privado, as fundações de acordo com aquele eram autarquias mais recentes e tinham personalização patrimonial ou a personalização de uma finalidade.

    Exemplos de Fundações públicas: PROCOM, IBGE, FUNAI.

    Empresas Públicas

    Primeiramente é importante mencionar que a exploração econômica que normalmente é realizada pelo setor privado também pode ser realizada pelo setor público daí a criação das empresas públicas, são pessoas Jurídicas de direito privado criadas com capital exclusivo da união e por lei específica, são prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividade econômica, se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias, quando prestadoras de serviço público não podem falir e são também imunes a impostos (apenas quando prestadoras de serviço público e desde que não cobrem tarifas), no entanto é importante salientar que existem algumas normas de direito público que as empresas públicas devem seguir exemplo disso a obrigatoriedade de licitar que se estende a todos os setores da administração direta e indireta, e também a sujeição a redação dada pela constituição federal em seu artigo 37 parágrafo XVII que prevê a vedação de acumulação remunerada de cargos empregos ou funções públicas.

    Exemplos de Empresas Públicas: ECT(Empresa de Correios e Telégrafos), CEF (Caixa Econômica Federal), RadioBras.
    As empresas públicas admitem qualquer regime de instituição podem ser inclusive Sociedades anônimas, podem ser LTDA, civil ou mercantil

    Sociedades de Economia Mista

    São pessoas jurídicas de direito privado, constituem-se unicamente sob a forma de sociedade anônima, o grande diferencial desta em relação às empresas públicas é que as SEM tem seu capital misto, a maioria pertence a união e a outra parte aos particulares, são exploradoras de serviço público ou atividade econômica, outra diferença entre as EP e as SEM reside no seguinte: os litígios das EP’s serão julgados na justiça Federal com exceção das causas trabalhistas enquanto que os litígios das SEM serão julgados na justiça Estadual também com exceção das causas trabalhistas, como exemplos de SEM cito o Banco do Brasil e a Petrobrás

    AGÊNCIAS REGULADORAS – As agências reguladoras são criadas para fiscalizar certas atividades, disciplinar e controlar, são exemplos de Agências reguladoras:

    ANEEL, ANATEL, ANP, ANS, ANA, CVM, dentre várias outras.

    Como questionado no início do artigo: o que é o 3º setor? na verdade, é uma questão simples, todavia achei interessante destacar, existem 3 setores diante da teoria administrativa, assim descritos:

    1º Setor – Estado e demais entidades administrativas.
    2º Setor – Iniciativa privada com fins lucrativos.
    3º Setor – Iniciativa privada sem fins lucrativos.

    Portanto as entidades paraestatais são conhecidas como o 3º setor, organizações filantrópicas, ONG’s dedicadas a assistência social e outras.

    CONCLUSÃO

    Este assunto é sujeito a vários entendimentos e existem algumas controvérsias especialmente na parte relativa às fundações públicas, mas espero ser de alguma contribuição para os leitores. O direito administrativo é mesmo subjetivo em algumas partes, apesar de que esta matéria é em sua maioria lei de fácil entendimento.

    Configuração de Servidores Linux

    Configuração de Servidores Linux, uma visão geral sobre o tema

    Sistemas operacionais Linux são frequentemente utilizados na implantação de servidores de rede devido a características como robustez, segurança e versatilidade, existem diversas implementações com variadas funcionalidades e serviços.

    Iniciarei uma série de artigos com o intuito de ao final ter construído um servidor de redes básico em ambiente Linux. Para a implementação dessa ideia é preciso primeiro definir qual distribuição Linux será utilizada, quais os serviços serão implementados e sob qual infraestrutura isso irá funcionar, vejamos:
    Infraestrutura: Não disponho de recursos computacionais poderosos, o que tenho é um notebook com 4gb de memória RAM e um processador i5 de quarta geração, rodando Windows 8.1, mas como o objetivo é criar um servidor de redes simples acredito ser suficiente para testes. O leitor que acompanha o intento possivelmente também não conta com equipamentos sofisticados, adequados ao uso de servidores, mesmo assim, poderá reproduzir os passos tranquilamente.

    Utilizarei tecnologia de virtualização através do software Virtual Box, que pode ser baixado aqui: Link para Download, onde será criada nossa infraestrutura conforme segue:

    • Sistema hospedeiro do Virtual Box (S.O Nativo): Windows 8.1
    • Máquina virtual com S.O Linux debian 7.6 wheezy em modo texto (Servidor de redes)
    • Máquina virtual com S.O Linux Debian 7.6 wheezy modo gráfico (Estação de trabalho)
    Devido a limitação do número de máquinas (tenho apenas uma) optei por utilizar virtualização, caso o leitor possua várias máquinas à disposição (um laboratório de informática, por exemplo) poderá realizar os testes de maneira mais próxima da realidade que seria uma rede de computadores.
    Agora que temos definida a infraestrutura operacional, é necessário definir os serviços e suas respectivas implementações a serem utilizados em nosso servidor:
    Para cada um dos tópicos elencados será criado pelo menos um artigo, o artigo irá abordar aspectos teóricos acerca dos protocolos de rede envolvidos e aspectos práticos da implementação, contendo inclusive screenshots para auxiliar o leitor.
    Reforço aqui, que não é objetivo desta série de artigos criar um servidor robusto para operar em uma organização com um grande parque computacional, o pretendido é apenas direcionar para o básico possibilitando ao leitor adentrar em níveis de maior complexidade a medida que se interessar pelo assunto e expandir sua pesquisa, todavia acredito ser este um excelente começo para aqueles que pretendem seguir nessa área.

    Configurando um servidor FTP com VSFTP

    Dando continuidade a nossa série de artigos sobre a configuração de um servidor de redes linux, iremos nesse artigo mostrar como implementar um servidor FTP, se ficar perdido no processo de configuração, acesse o seguinte artigo: Clique Aqui

    Noções gerais sobre o protocolo FTP

    O FTP (File Transfer Protocol) é um protocolo utilizado para transferir arquivos entre computadores na internet, os clientes tanto podem fazer download quanto upload. O ftp utiliza o protocolo de transporte TCP, estabelece duas conexões paralelas: uma conexão de controle na porta 21 que irá cuidar da parte que se refere a autenticação e a tramitação dos comandos, e outra conexão para o transporte dos dados na porta 20 que fará efetivamente o transporte dos arquivos, levando em consideração que o transporte é feito pelo TCP (Transport Control Protocol) sabemos que o processo é orientado a conexão, ou seja, há uma confirmação no envio dos dados

    Conceitos gerais e Instalação do VSFTP

    O VSFTP é uma implementação de servidor FTP, se destaca pela sua segurança, possui também as seguintes características:

    Suporte ao protocolo IPV6;
    Usuários virtuais;
    Configuração de IP virtual;
    Suporte a criptografia através de integração com SSL (Socket Secure Layer);
    Controle da largura de banda
    Instalação via apt-get:

    Para instalar o VSFTP, execute o seguinte comando:

    apt-get install vsftpd

    Logo após a instalação você deve reinicializar o servidor para isso digite: service vsftpd restart

    Repare que normalmente sempre aparece ao final de alguns serviços a letra “d”, a aparição dessa letra não é por acaso, essa letra significa daemon, daemon seria um processo que fica sempre em estado “listen”, como um servidor, preparado para atender as requisições dos clientes, para boa parte dos serviços existe sempre um processo daemon e um processo cliente.
    Para testar a instalação do VSFTP acesse o terminal da máquina virtual com o debian cliente e digite o seguinte comando::

    ftp ip_do_servidor
    ou você pode fazer isso em duas etapas, assim:
    ftp
    open ip_do_servidor

    deverá aparecer uma mensagem informando que você está conectado, e em seguida será solicitado o nome de usuário, como estamos apenas testando, informe anonymous, ao informar o nome de usuário será solicitada a senha, basta teclar enter, esse usuário não tem senha, você está logado com um usuário anonymous no entanto esse usuário é somente para leitura, não consegue gravar dados no servidor. Veja como ficou o meu exemplo:
    conexão anônima no ftp

    conexão anônima no ftp

    Alterando o arquivo de configuração do VSFTP

    O arquivo de configuração do VSFTP, tem cerca de 150 linhas, não são muitas se compararmos com outras implementações de serviços de rede, sugiro que o leitor dê uma lida nesse arquivo para um melhor entendimento da ferramenta. A localização do arquivo como de praxe fica na pasta /etc/vsftpd.conf
    A primeira diretiva que iremos alterar é a que permite o login de um usuário anônimo, para isso iremos precisar alterar o arquivo de configuração do servidor:

    pico /etc/vsftpd.conf

    procure a seguinte linha: anonymous_enable=YES

    e altere o seu valor para NO

    Agora vamos mudar uma diretiva para permitir o acesso de utilizadores locais, você poderá logar no servidor ftp utilizando o seu usuário linux, ou poderá criar um usuário exclusivo para logar no servidor ftp.

    procure a linha abaixo:
    #local_enable=YES
    e descomente-a retirando a cerquilha (#).

    Uma dica, é sempre reiniciar o servidor para testar as configurações isoladamente, lembrando que para reiniciar basta executar o comando abaixo:

    service vsftpd restart

    Ao tentar logar com o usuário anonymous você irá perceber que não é mais possível, ao inserir a senha o servidor recusará a conexão. Veja no arquivo abaixo como ficaram as alterações propostas no arquivo de configuração e para que servem cada uma
    anonymous_enable=NO
    local_enable=YES 
    #permissão de escrita (gravar dados), exceto para o usuário anonymous
    write_enable=YES 
    #Habilitar umask para permissão de grupo, permissão de escrita para o usuário e usuários de seu grupo
    local_umask=022
    #Habilitar o log detalhado, xferlog é um leitor de log's em modo gráfico
    xferlog_enable=YES 
    #Habilitar a porta 20 para dados  
    connect_from_port_20=YES  
    #Habilitar formato detalhado de logs  
    xferlog_std_format=YES  
    #Liberar acesso somente ao diretório Home do usuário, evitando o acesso a outras pastas.
    chroot_local_user=YES
    

    Entendendo os comandos FTP

    Vamos realizar algumas transferências entre servidor e cliente para exemplificar os comandos, antes de mais nada criaremos duas pastas uma no servidor, com o nome de upload e outra no cliente com o nome de download-ftp.
    mkdir /home/usuario/upload
    mkdir /home/usuario/download-ftp
    Utilize ou crie um usuário para acessar como cliente o servidor, lembrando que esse usuário deve ser criado no servidor. Deve ter permissões para acessar as pastas que você desejar dentro do ftp, é como se você fizesse um cadastro em um serviço de hospedagem de site e a empresa fornecedora do serviço te fornecesse um login e senha para você acessar o seu ftp, definindo inclusive as pastas que você poderia acessar, enfim, acesse o cliente e faça login no servidor:

    ftp
    open 192.168.3.10
    user cliente

    Ao contrário do HTTP, o FTP é um protocolo statefull, ou seja ele precisa ter conhecimento do estado da aplicação, precisa fazer um monitoramento constante da localização do usuário logado dentro do servidor ftp, precisa saber em quais diretórios o usuário está navegando.
    para descobrir em qual diretório o usuário está use o comando:

    pwd

    Para descobrir em qual pasta os seus arquivos serão salvos (download) utilize o comando lcd, esse mesmo comando serve para alterar a pasta onde os arquivos serão salvos, altere para a pasta que criamos anteriormente:

    lcd /home/aluno/download-ftp

    Para testar o funcionamento disso, precisamos navegar nas pastas do servidor e ver o que podemos “baixar” e verificar se de fato foi salvo na pasta download-ftp, previamente é necessário que tenhamos criado algum arquivo no servidor para que possamos agora realizar seu download, o comando utilizado para “pegar” um arquivo é o GET.

    get arquivo

    usando o comando ftp get

    usando o comando ftp get

    O processo inverso ao do get (download), seria o put (upload), para isso precisamos escolher um arquivo dentro do cliente e usar o comando put para “copiá-lo” para o servidor, para o teste criei um arquivo com o nome de arquivo-cliente dentro da pasta /home/aluno/Documentos/, um detalhe importante que você precisa saber é que é necessário especificar o caminho de destino já com o nome que o arquivo terá, não basta especificar a pasta, exemplo:

    put /home/aluno/Documentos/arquivo-cliente /home/aluno/upload/arquivo-destino

    o arquivo-destino é o nome que escolhi, caso você não informe o nome poderá ocorrer o erro 553, dizendo que não foi possível escrever o arquivo: 553 Could not create file. Veja como ficou o meu arquivo.
    Utilizando o comando ftp put

    Utilizando o comando ftp put

    Existem uma série de comandos FTP, todos eles estão listados na RFC 959, alguns são idênticos aos que vemos no próprio Linux, tais como o ls que lista os arquivos, o cd que alterna entre os diretórios.

    CLOSE: fecha a sessão ftp;

    LS: Lista arquivos e diretórios assim como no Linux.
    DELETE: Apaga arquivos do servidor ftp
    USER: usado para mudar o usuário que está logado.
    BYE/QUIT: fecha as sessões abertas e fecha o programa.

    APPEND: Caso você esteja realizando um download e ele por alguma razão seja interrompido, esse comando irá inicializar novamente o download a partir de onde parou, evitando que você tenha que baixar o arquivo desde o início.

    MPUT: Transfere vários arquivos para o servidor de uma única vez
    MGET: Realiza o download de vários arquivos do servidor de uma só vez.

    Para outros comando basta digitar help que aparecerá uma lista com os vários comandos possíveis.

    Cliente FTP em modo gráfico

    Iremos instalar o FileZilla, que é um cliente FTP em modo gráfico, para isso vá até o terminal e digite:
    apt-get install filezilla

    depois de instalado abra o programa e informe o nome do servidor, o nome de usuário e a senha, não é obrigatório informar a porta. O uso do cliente ftp no modo gráfico é simplificado e de fácil aprendizado, contudo é interessante que também saibamos utilizar os comando no modo texto para o caso de nos depararmos com uma situação onde não há ambiente gráfico.
    Segue a imagem:
    Login no filezilla

    Login no filezilla

    Tutorial de configuração de servidor DNS – BIND9

    Iniciando a configuração do servidor DNS – BIND9

    Este é o quinto artigo de uma série de vários posts que tencionam a configuração básica de um servidor de redes linux através do uso de máquinas virtuais. Para acompanhar os demais artigos clique aqui. Neste artigo iremos tratar da configuração de um servidor DNS.

    Servidores de resolução de nomes de domínio são utilizados por nós todos os dias, são eles que traduzem nomes de sites em endereços IP’s. Essa tradução ocorre sempre que nós acessamos um site, tudo de maneira transparente, não vemos o processo acontecer. Se não existissem tais servidores teríamos que decorar os endereços IP’s de cada site que fossemos utilizar. Estes servidores operam sob protocolos como o DNS (Domain Name System) e WINS (Windows Internet Name Service), logo, DNS não é o único protocolo de resolução de nomes de domínio, contudo, possivelmente é o mais utilizado. O uso de tais servidores não é restrito a resolução de nomes de domínio na internet, também podem ser utilizados em um Active Directory e emails. A resolução pode ocorrer de duas maneiras, é possível encontrar o IP através do nome e vice-versa (resolução reversa).

    Baixando o BIND9 via apt-get

    Primeiro precisamos baixar uma implementação de um servidor de DNS, uma das mais utilizadas é o BIND (Berkeley Internet Name Domain), para isso basta acessar o terminal do linux e logado como root digitar o seguinte comando:

    apt-get install bind9

    Conceitos teóricos do BIND9

    (caso prefira, vá direto para a parte prática um pouco mais abaixo)
    O BIND9 trabalha com DNSSec, o que o torna mais seguro em relação ao BIND8 além de conter novos registros de recursos sob os quais falaremos adiante.
    O BIND opera sob 4 formas distintas: Master (servidor autoritativo primário), Slave (servidor autoritativo secundário), caching-only (sem autoridade – apenas um cache de informações) e forwarding (que remete a solicitação para outros servidores de nomes).
    Estou utilizando como servidor uma máquina virtual Debian, apenas em modo texto para evitar ao máximo possíveis inconsistências e deixar o servidor mais leve.
    Agora partiremos para a configuração dos principais arquivos envolvidos no processo, basicamente existem 3 arquivos principais que precisam de uma maior atenção, são eles: o named.conf.local que é onde iremos criar as nossas zonas de domínio, o resolv.conf que é um arquivo do próprio linux onde iremos especificar os endereços de nossos servidores DNS e os arquivos que contém os RR (Resource Records) que serão referenciados no named.conf.local

    Além destes arquivos, dando um comando ls dentro da pasta do bind podemos observar a existência de outros, que são:


    bind.keys

    db.0
    db.127
    db.255
    db.empty
    db.local
    db.root
    named.conf
    named.conf.default-zones
    named.conf.local
    named.conf.options
    rndc.key
    zone.rfc1918

    Os arquivos iniciados com db armazenam as configurações das zonas de domínio específicas para os domínios nomeados dentro do arquivo, ou seja, fazem as associações entre IP’s e nomes de domínio. Esses arquivos são chamados de registros de recursos, o arquivo db.local por exemplo contém o endereço do localhost.
    O db.root contém os endereços de todos os servidores raiz de DNS, são representados no navegador com um ponto (.), é o ponto final que ninguém usa embora ele seja acrescentado automaticamente, caso queira testar tente acessar um site como o da UOL fazendo www.uol.com.br. repare que não irá dar erro se você colocar o ponto final, esse ponto final é justamente o servidor raiz. Estes servidores são responsáveis por encaminhar requisições de DNS para os servidores Top Level Domains, Os Top Level Domains ou TLD’s, são servidores de grande abrangência e se dividem em domínios de países, responsáveis por registros como: (br, us, uk, jp) , e domínios genéricos como: (com, edu, net). No Brasil por exemplo o registro.br é responsável pelo gerenciamento do domínio .br. O named.conf.default-zones contém as zonas de domínio padrão do BIND como por exemplo a zona localhost e a zona de broadcast.

     

    Parte prática – Informando as zonas de domínio

    Primeiro vamos configurar o named.conf para isso, através do editor de texto de sua preferência (no meu caso utilizarei o pico) faça:

    pico /etc/bind/named.conf.local

    Perceba que nas primeiras linhas há uma série de comentários, e nas três últimas linhas temos três includes, esses includes apontam pra arquivos dentro da pasta /etc/bind/arquivos estes arquivos armazenam algumas zonas de domínio, inclusive as 13 zonas principais que são responsáveis pelos servidores raiz de DNS sem os quais a internet não funcionaria (arquivo db.root sob o qual já falamos). Esses servidores contém o endereço dos top level domains que por sua vez contém os endereços de outros servidores DNS até chegar aos servidores autoritativos que têm de fato o endereço buscado pelo usuário, de modo que é possível percebermos que tudo funciona de maneira hierárquica dos servidores raiz até os servidores locais.

    Podemos dizer então que o nosso servidor BIND que acabamos de instalar é suficiente para que possamos obter o endereço de praticamente qualquer site hospedado na grande rede, mas nosso intuito é personalizar e termos nosso próprio servidor com nossas próprias zonas de domínio, e é o que faremos.
    Antes de iniciar a configuração do named.conf é bom lermos os comentários que estão dentro do arquivo, na última linha de comentário temos o seguinte: “se você está apenas adicionando zonas, por favor, faça isto no arquivo /etc/bind/named.conf.local, tendo em vista que neste primeiro momento apenas adicionaremos zonas, iremos seguir o conselho exposto.

    Faça:

    pico /etc/bind/named.conf.local

     

    agora iremos adicionar as zonas de domínio

    zone “debian.com.br” { //Informe o nome do domínio desejado

    type master; //master é servidor primário e slave é secundário

    file “/etc/bind/db.zonaDebian”; //indica o local onde o arquivo que contém os endereços de DNS ficará

    };

    // Zona de reverso, o bind realiza a conversão de Endereços em IP’s e também faz o procedimento contrário, convertendo IP’s em nomes.

    zone “20.in-addr.arpa” {

    type master;
    file “/etc/bind/db.20”;

    };

    Agora iremos criar o arquivo referenciado na linha file que aponta para /etc/bind/db.zonaDebian, logo faremos:

    touch db.zonaDebian

    Esse comando deve ser executado dentro da pasta /etc/bind/

    agora para editar o arquivo:

    pico db.zonaDebian

    Neste exemplo a máquina que hospeda o servidor DNS possui o endereço IP 192.168.3.10, seu nome será ns1.debian.com.br.

    o arquivo criado ficou da seguinte forma:

    $TTL 604800
    @         IN       SOA      ns1.debian.com.br. admin.debian.com.br. (
              2013120400 ; Serial
              604800     ; Refresh
              86400      ; Retry
              2419200    ; Expire
              604800 )   ; Negative Cache TTL
    ;
                       NS       ns1.debian.com.br.
                       NS       ns2.debian.com.br.
                       MX       10    mail
    ns1.debian.com.br. A        20.21.11.11
    ns2.debian.com.br. A        10.2.1.3
    ns3                A        9.9.9.9
    mail               A        102.12.12.1
    
    www            CNAME        ns1.debian.com.br.
    

    Destrinchando o arquivo de registro de recursos db.zonaDebian

    A primeira linha ($TTL) Indica o tempo que os registros permanecem no cache do DNS sem atualização e é obrigatória, normalmente é dada em segundos, mas pode ser dada em horas, dias, semanas.
    SOA – é o preâmbulo, o início da configuração da zona de domínio, contém inicialmente o nome da zona (representado por um sinal de @ o que equivale ao nome da zona de domínio ou seja debian.com.br) a diferença de usar o arroba é que ele será repetido automaticamente nas demais linhas caso não seja informado outro nome de zona, depois a sigla IN indicando que se refere a Internet, a sigla SOA indicando que se trata do início do documento, o nome do servidor primário DNS e o e-mail do administrador.
    Em resumo um registro de recurso é uma tupla (linha) contendo 5 campos, sendo que alguns podem ser omitidos, seguem a seguinte ordem:
    Domain Name Informa o domínio ao qual o registro se aplica, existem muitos registros para cada domínio, e cada cópia do banco de dados armazena informações sobre vários domínios, esse campo é a chave de pesquisa primária utilizada para atender às consultas
    Time_to_live indica a estabilidade do registro, é dado em segundos
    Class caso esteja relacionado a internet seu valor será sempre IN
    Type informa o tipo de registro, dentre os mais importantes podemos citar:

    Tipo Significado Valor
    SOA Início da Autoridade Parâmetros para essa zona
    A Endereço IP de um Host Inteiro de 32 bits
    MX Troca de mensagens de Correio Domínio para correio eletrônico
    NS Servidor de Resolução de Nomes de Domínio Nome de um servidor para este domínio
    CNAME Nome Canônico (apelido) Nome de domínio
    PTR Ponteiro Nome alternativo para endereço IP
    HINFO Descrição de host CPU e sistema operacional em ASCII

    Depois há uma série de números, que obrigatoriamente devem ser informados, esses números indicam respectivamente:

    O número de série da zona de domínio, normalmente iniciando com o ano, seguido do mês, dia e um número sequencial qualquer.
    Período de refresh para servidores slave.
    Período de espera até uma nova tentativa de refresh em caso de erro.
    Período de expiração para servidores slave e
    TTL default para os RR que não possuem valor especificado.
    em seguida informamos os nameservers que o servidor de DNS primário irá armazenar, informamos no arquivo em questão o ns1.debian.com.br. e o ns2.debian.com.br. Informamos também um registro do tipo MX (Mail Exchanger) com prioridade 10 (quanto menor o número da prioridade maior será a prioridade dada ao servidor de e-mail no recebimento de e-mails). E por último foram feitas as associações entre nameserver e seus respectivos IP’s.

    depois de criar o arquivo podemos testar através do seguinte comando

    named-checkzone nome_da_zona endereco_da_zona

    Este comando é muito útil pois poderá ajudar na descoberta de possíveis erros, Se estiver tudo ok reinicie o bind:

    service bind9 restart

    Testando o Servidor DNS

    para testar o servidor de nomes utilizaremos o comando NSLOOKUP que serve justamente para isso. Antes certifique-se que o seu arquivo /etc/resolv.conf aponta para o nosso servidor DNS, abra o arquivo e o edite inserindo a seguinte linha

    nameserver ip_do_servidor //coloque o ip de sua máquina

    comente as demais linhas.

    Uma outra maneira de definir o seu servidor de DNS padrão é acessar o arquivo de configuração do seu servidor DHCP, conforme fizemos no artigo passado, no entanto ainda não possuíamos um servidor DNS até então, agora já podemos especificar um servidor DHCP, para isso abra o arquivo dhcpd.conf:

    pico /etc/dhcp/dhcpd.conf

    Acrescente as seguintes linhas logo após o option routers:
    option domain-name-servers 192.168.3.10;
    option domain-name “debian-server”;

    Dessa forma o cliente irá sempre buscar o servidor DNS padrão do servidor DHCP

    Voltando a configuração do DNS, para testar insira o comando nslookup e o endereço desejado. No nosso caso temos vários endereços que podem ser objeto de teste.
    nslookup ns1.debian.com.br

    Você deverá obter a seguinte resposta:

    Teste Bind nslookup

    Teste Bind nslookup

     

    para os demais testes faça:

    nslookup ns1.debian.com.br

    nslookup mail.debian.com.br

    perceba que apesar de declararmos o nameserver mail, precisamos indicar o endereço completo, caso contrário ele não irá encontrar o servidor e aparecerá a mensagem:

    ** server can’t find mail.: NXDOMAIN

    ao declararmos mail sem o ponto final (note que nos nameservers colocamos um ponto final que indica o servidor raiz) o BIND automaticamente irá completar com o nome da zona de DNS.
    se dermos um nslookup www.uol.com.br, conseguiremos obter uma resposta do servidor BIND com o IP correspondente, mas observe que a resposta não será de um servidor sob o qual nosso servidor tenha autoridade, ou seja, o BIND não encontrou no banco de dados local o IP correspondente a www.uol.com.br foi preciso uma resposta de um servidor fora do nosso domínio, no caso em questão o servidor: homeuol.ipv6uol.com.br que atende também pelo apelido (canonical name) www.uol.com.br

    Note que nosso servidor ns1.debian.com.br também possui um canonical name declarado na última linha do nosso arquivo de zona de domínio, (www) como não possui ponto final automaticamente é convertido para www.debian.com.br. Ao executarmos o comando

    nslookup www.debian.com.br

    obteremos a seguinte saída:

    Teste Bind9

    Teste Bind9

     

    Criando os registro de recursos da zona de reverso:

    O diferencial da zona de reverso é o uso da linha que contém a diretiva PTR, no caso em questão criamos o arquivo db.20 mencionado no named.conf.local, o arquivo é similar ao db.zonaDebian
    $TTL 604800
    @         IN        SOA   ns1.debian.com.br. admin.debian.com.br. (
              2013120400 ; Serial
              604800     ; Refresh
              86400      ; Retry
              2419200    ; Expire
              604800 )   ; Negative Cache TTL
    ;
                       NS    ns1.debian.com.br.
                       NS    ns2.debian.com.br.
    
    11.11.21           PTR   ns1.debian.com.br.
    
    A última linha contém a alteração mais importante, a parte final do endereço IP pesquisado, note que os últimos 3 octetos do endereço IP estão invertidos e não foi informado o primeiro octeto haja vista que o mesmo já consta no nome da zona de domínio. Para testar basta fazer:

    nslookup 20.21.11.11

    O resultado deverá ser o seguinte:

    Teste DNS Bind9 reverso

    Teste DNS Bind9 reverso

    Considerações Finais

    Observe que os endereços IP’s e os nomes utilizados são apenas para ilustrar e se tentássemos acessar esses endereços no navegador não teríamos retorno algum, para um exemplo mais prático no próximo artigo falaremos do Apache2, servidor web bastante utilizado. Vamos também dar um exemplo sobre como fazer nosso servidor DNS criar um registro de recurso para resolver o nome de um site local, você não precisará digitar localhost://pasta_do_site, poderá fazer algo como: www.meusite.com.br, até o próximo artigo.

    Para mais detalhes aconselho a leitura dos seguintes artigos que também foram referências para este:

    http://www.numaboa.com.br/informatica/linux/instalacoes/424-bind showall=&limitstart=

    http://www.unitednerds.org/thefallen/docs/index.php?area=DNS&tuto=SlackwareShow#toc7